Conheça Alabama Shakes, a melhor banda do último segundo, com "Boys & Girls", logo na semana de lançamento, deslocou Adele do primeiro lugar da parada britânica de discos independentes. Vale a pena prestar atenção na vocalista e guitarrista Brittany Howard com sua voz que combina influências e lembra cantoras de diferentes estilos como Janis Joplin e Aretha Franklin.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Alabama Shakes: a banda do momento
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sábado, 19 de maio de 2012
Niterói: crônica de uma cidade abandonada
Os efeitos e truques do passado parecem não surtir o efeito esperado, o governo se distancia do povo e a cidade sofre com os equívocos de uma administração desastrada
Como na timeline do twitter, cidades são dinâmicas e promovem novas demandas, estar conectado com estas realidades traz para o político a capacidade de compreensão do sentimento que permeia a cidade. Na antiga capital fluminense predomina a descrença e o baixo astral com a incapacidade do governo em gerir o município.
Niterói clama por mudanças mas o prefeito não escuta, este mudou a sintonia e perdeu o rumo da história. Pena, pois os cidadãos pagam por isso e perdem um tempo precioso tentando sobreviver na desordem e no caos urbano herdado pela omissão de um prefeito que simplesmente desapareceu.
O que está em seu lugar é uma agência de interesses que passa pelo setor imobiliário e de transporte rodoviário, numa teia que agrega outras intenções, aparentemente, nada republicanas. À sociedade, a parte mais custosa e nada lucrativa de uma cidade que cresce desordenadamente enquanto seu governo desiste de planejar. Diante da bancarrota anunciada, é hora da sociedade intensificar a mobilização e monitorar os decretos, as licitações e as despesas do governo.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Um terço dos brasileiros tem acesso à internet de seus domicílios, diz pesquisa
Estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que 33% dos brasileiros acessam à Internet de seus domicílios, segundo o estudo, o Brasil ocupa a 63ª posição no ranking mundial que avaliou 154 países.
A liderança no ranking é da Suécia com 97% das residências com acesso à internet, na América do Sul, o Urugua está em 57° lugar com 37% dos domicílios conectados. O Brasil supera a Argentina que ocupa a 66ª posição com 31% de suas casas conectadas à internet.
No Rio de Janeiro, Niterói lidera no Ranking do acesso domiciliar
O estudo, chamado de Mapa da Inclusão Digital, utilizou dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitica (IBGE). Segundo a pesquisa São Caetano do Sul, no Estado de São Paulo, possui o maior índice de acesso à internet em casa (74,07%). No ranking de domícilios conectados, Niterói ocupa a 5ª posição no país com 62,72% e a 1ª no Estado, à frente da da cidade do Rio de Janeiro que possui 56,04% de seus domicílios conectados.
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
E agora Heraldo?
Se o crescimento da Internet entre os brasileiros ainda não foi suficiente para acabar com a hegemonia dos meios de comunicação tradicionais, pelo menos ampliou os espaços de manifestação, trazendo para o debate público, temas que estariam restritos a um pequeno grupo. É o caso das críticas à falta de engajamento do jornalista Heraldo Pereira nos movimentos pela igualdade racial, o repórter da Globo retrucou e o jornalista Fernando Paulino respondeu no texto a seguir, desmontando os argumentos apresentados por Heraldo.
Olá, Heraldo!
Fernando Paulino
Recebi sua mensagem informando que você estará no Rio, esta semana, a convite da Cojira-Rio, para o lançamento da segunda edição do Prêmio Abdias Nascimento. Grato pela informação. O que me surpreendeu foi sua convocação para um debate – “Peço que apareça para debater comigo”. Mas quem, em verdade, me convida para uma discussão: você, a Cojira, a Globo, a Fundação Ford? Isso não ficou explícito.
Existe aí um problema ideológico: a Comissão dos Jornalistas pela Igualdade Racial do Rio de Janeiro tem o hábito de contemplar as Organizações Globo na hora de discutir a discriminação racial. Ano passado, por exemplo, no lançamento do Prêmio Abdias Nascimento, a palestrante foi a Míriam Leitão, com seu discurso neoliberalizante; agora, é você a bola da vez.
Anote aí o que vai acontecer: dar-lhe-ão uma hora pra falar e depois vão abrir no máximo três minutos para considerações individuais dos presentes, com limite de inscrições. Em seguida, haverá um coquetel. Não se iluda, Heraldo! Isso não é debate; é convescote.
Faz lembrar um seminário que teve na ABI, com a presença de Roberto Marinho. O auditório estava lotado, com todo mundo querendo debater com o Doutor Roberto. Ele falou – mais leu que falou – quase uma hora. Uma porrada de gente se inscreveu para o debate. Mas o mediador da mesa comunicou que o poderoso Dr Roberto tinha outro compromisso e teria de se retirar imediatamente. Não houve o contraditório. Já se passou a fase de bater palmas pra maluco dançar.
Não tenha dúvida: o Sistema Globo, comprovadamente, é um forte instrumento de discriminações, entre elas, a social, a econômica, a racial.
No dia do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre as cotas raciais na UnB, o noticiário da Globo deu mais espaço para o estado de saúde do filho do cantor Leonardo do que para o significado da aprovação das cotas. O Globo, em seu editorial do dia 2 de maio, afirmou que a decisão do STF “deixou espetada na conta do branco pobre a fatura da suposta “dívida histórica” da sociedade brasileira com os negros, que a briga racialista invariavelmente antepõe como pressuposto da defesa de suas ideias”. No G1, a antropóloga Yvonne Maggie dizia que era um retrocesso. A CBN não ouviu sequer um militante da causa das cotas, mas entrevistou o antropólogo Roberto da Matta, que fez uma mea culpa, dizendo que antes era contra as cotas, mas que agora admitia sua necessidade. Outros grandes veículos da mídia foram na mesma linha. Joelmir Betting chegou a dizer que era “racismo às avessas”. Nesta terça, dia 8, foi a vez do caderno Razão Social, de O Globo, trazer nos quadrinhos Turma da Febeca - em que os personagens são na maioria deficientes – um protesto contra a política de cotas.
Vale lembrar aqui uma pesquisa realizada pelo Observatório Brasileiro de Mídia, a pedido do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade-CEERT, abordando como a mídia nacional trata questões do interesse da comunidade negra, tais como religiões de matriz africana, cotas nas universidades, quilombolas, ação afirmativa, estatuto da igualdade racial. Foram analisadas, num determinado período, 1.093 matérias, entre os principais jornais e revistas do país. De modo geral, a chamada Grande Imprensa se posicionou contra os principais pontos da agenda de interesse da população afrodescendente. Questões como estatuto da igualdade racial, cotas nas universidades e demarcação de terras quilombolas foram consideradas instrumentos que promovem o racismo.
Outra pesquisa, específica sobre O Globo, apontou que foram publicados 20 artigos sobre as cotas, sendo 7 do Ali Kamel e 6 do Demétrio Magnoli, declaradamente anticotistas. Fico aqui a me perguntar: por que você não pediu um espaço nas Organizações Globo para escrever sobre o sistema de cotas?
A gente sabe que a Globo é uma das principais empresas de comunicação no estímulo à pejotização. Obriga seus funcionários a abrirem empresas e, em vez de serem assalariados, viram prestadores de serviço. Juridicamente, deixam de ser trabalhadores e passam a ser PJs – pessoas jurídicas. No fundo dessa trama, é exigido do tal prestador de serviço que se exima de declarações públicas contrárias aos interesses da corporação. Ou seja, o tal PJ é ferido mortalmente na sua liberdade de expressão. Coisa pior não pode haver para o Jornalismo de verdade.
Certa vez, na cobertura de uma greve dos serventuários da Justiça do Rio, chegou uma repórter da Globo para fazer a matéria. Encontrou na porta do Fórum um cara chorando porque não conseguia o atestado de óbito para enterrar a mãe. Detalhe: era 9h da manhã e, mesmo sem greve, ele não obteria o atestado naquela hora, porque o fórum só abre às 11h. Mas a jornalista não titubeou: gravou com o cara mesmo assim e a matéria foi pro ar, sob o argumento de que o movimento dos serventuários estava prejudicando a população. Ou seja, sai o Jornalismo, entra em ação o teatrinho da Globo, tendo como protagonista a manipulação da informação. E o que dizer da edição global do debate Lula x Collor?
Principal fórum de debates sobre mídia ocorrido até hoje no Brasil, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação - realizada em dezembro de 2009, em Brasília, reunindo milhares de representantes dos empresários, do poder público e da sociedade civil — aprovou uma série de propostas de políticas públicas para a área de Comunicação Social do país. Vale destacar algumas sugestões do interesse da sociedade e em especial da comunidade negra: garantir concessões de canais de rádio e TV para comunidades tradicionais, contemplando as de matrizes africanas; paridade racial e de gênero na publicidade; estabelecer percentual nos sistemas de rádio e TV para programas que abordem a história da África e da população de origem africana no Brasil; vaga para o movimento negro no Conselho Nacional de Comunicação Social, entre outros pontos. Não vi nem você nem a Globo por lá.
Já a 2ª Conferência Nacional pela Igualdade Racial, realizada também em 2009, em Brasília, aprovou resolução que trata da responsabilidade judicial de emissoras de TV e rádio pela veiculação de matérias de cunho racista e discriminatório e aplicação de multas diárias em casos de intolerância religiosa. Os participantes da Conferência consideraram que a produção da mídia de forma democrática e plural é altamente estratégica para a liberdade religiosa, a valorização da diversidade cultural e contra a discriminação racial. Você estava lá?
Não por acaso, a minha monografia na pós-graduação em Relações Étnico-Raciais e Educação tratou especificamente da invisibilidade do negro na mídia. É como você me disse por telefone: “Aquela banqueta da Globo não foi feita para negros!”. De fato, apenas 5% dos jornalistas que trabalham em TV são afrodescendentes, de acordo com pesquisa disponibilizada pela Fundação Cultural Palmares. De qualquer maneira, o fato de você estar na Globo não representa que a discriminação racial que existe nos grandes veículos de comunicação tenha sido sustada.
Abordei em minha pesquisa como a mídia se comporta na cobertura de datas especiais. Por exemplo: no Dia dos País, nenhum pai negro foi entrevistado. No Dia das Crianças, nenhuma criança negra foi entrevistada. Nas comemorações de fim de ano, também o negro está ausente nas matérias. Na publicidade, então, a invisibilidade do negro é gritante. É só acompanhar os comerciais que aparecem nos intervalos do Jornal Nacional. Conte o percentual de negros que estão lá. Criou-se um esteriótipo de que o sucesso e a felicidade vendidos nos comerciais têm cor – e ela é branca.
Por que grande parte dos jornalistas não se envolve com a causa contra as discriminações? Agora mesmo, por exemplo, o movimento sindical dos bancários está fazendo uma campanha pela contratação de negros como caixas. Olhe por aí nas agências bancárias e observe quantos caixas são negros. No início do século XX, vale lembrar, uma das reivindicações do movimento negro era a luta pela contratação de negros como lojistas. Os donos das lojas diziam que a clientela não gostava de ser atendida por gente de cor!
Perdi a conta das vezes em que, em coberturas jornalísticas, fui confundido com segurança de eventos. Tenho 1,85m e malho todos os dias para evitar a barriga. Quando um negão do meu tipo físico chega a um evento trajando terno, qual é a primeira impressão das pessoas: “Ih, ele é segurança!” ou “Ah, ele é jornalista!”?
Não dá pra esquecer que, na indústria da mídia, existem alguns jornalistas que vivem na casa grande, mas a imensa maioria está nas senzalas. Espero que você efetivamente se engaje na luta contra as diversas formas de discriminação, que estão nas ruas, mas não entram na telinha da Globo. Quanto à discriminação racial, para fazer a transformação social que interessa ao combate às desigualdades, não basta ser negro; é necessário ter negritude.
Ah, sim! Aproveita para saber da direção do Sindicato do Rio que história é essa de subpiso salarial que eles estão querendo aprovar, bem ao gosto do patronato. Também é uma forma de discriminação.
Por último, Heraldo, sua mensagem é no mínimo descortês, ao colocar como título “Canalhas”. De um lado, demonstra desequilíbrio emocional; de outro, uma arrogância própria de certos globais.
Tente concatenar melhor suas ideias e depois me diga: afinal, você está me chamando para um debate ou pra porrada?
Fernando Paulino é jornalista e diretor do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro.
Fenand
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domingo, 6 de maio de 2012
Escândalo da Veja no Domingo Espetacular da Record
Reportagem sobre as relações da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi exibida neste Domingo na Record. O contraventor teria passado informações que resultaram em pelo menos 5 capas da revista.
Práticas criminosas na imprensa levaram o império do milionário Murdoch a ser alvo de investigação parlamentar na Inglaterra, Veja encontra respaldo no silêncio dos chamados grandes grupos empresariais da mídia brasileira, a saber: Globo, Folha, Estadão.
Mas este silêncio começa a ser rompido quando as redes sociais divulgam o resultado das investigações da Polícia Federal e agora com a Rede Record exibindo os detalhes da relação entre Cachoeira e o editor Policarpo Júnior, vai ficando mais difícil esconder o escândalo que revela como são próximas as relações da revista do Grupo Abril com a contravenção.
terça-feira, 17 de abril de 2012
A nota única da notícia
Contrariando os ditames do bom jornalismo, a rádio CBN resolveu discutir a estatização da petrolífera YPF , convidando Gustavo Segret, professor da Universidade Paulista para analisar a decisão do governo argentino, o acadêmico não encontrou dificuldades para expor sua opinião sobre o assunto e não poupou críticas à presidenta Cristina Kirchner.
No entanto, para tristeza dos ouvintes,a emissora ouviu apenas um lado da questão, deixando de oferecer outras visões sobre o tema e frustrando os que sintonizam a emissora em busca de informação mais aprofundada.
A decisão argentina traz para a agenda de debates, a discussão sobre a globalização, o neoliberalismo e o papel do setor público. Contudo, setores da mídia, contrários ao fortalecimento do Estado prejudicam o debate , selecionando especialistas favoráveis à redução da presença do Estado na economia, deixando de veicular as opiniões de quem defende um Estado como impulsionador do desenvolvimento econômico e social.
Para efeito de comparação, publicamos o link da entrevista na CBN e transcrevemos o artigo de Francisco Luque, publicado na Carta Maior.
"Hoje é um dia transcendente para os argentinos", diz Solanas
O cineasta e deputado nacional pelo Projeto Sul, Fernando “Pino” Solanas, celebrou a decisão da presidenta Cristina Fernández de Kirchner de expropriar 51% das ações de YPF e considerou que “hoje é um dia transcendente para todos os argentinos”. Solanas considerou que “os governantes que modificam as políticas erradas não se debilitam, mas sim o contrário, porque é um gesto de honestidade e de grandeza que será acompanhado por seu povo”. O artigo é de Francisco Luque, direto de Buenos Aires.
Francisco Luque - De Buenos Aires
Buenos Aires - Lideranças políticas, sociais e econômicas da Argentina manifestaram seu respaldo ao projeto de lei enviado pelo governo ao Congresso para a expropriação de 51% das ações da Repsol na YPF e à declaração da autossuficiência em combustíveis como assunto de interesse público, conforme anunciado nesta segunda-feira (16) pela presidenta Cristina Fernández de Kirchner.
“A YPF volta a ser argentina”, assinalou o secretário da Central Geral de Trabalhadores, Hugo Moyano, após o anúncio. O líder sindical destacou a decisão de “retomar o controle sobre a empresa nacional de petróleo”. Por outro lado, Moyano disse que “esperamos que, no calor da alegria popular que essa decisão provoca, não apareçam aproveitadores que, como na privatização, queiram tirar proveito pessoal deste ato manifesto de soberania”. Moyano disse ainda que todas as privatizações realizadas na Argentina significaram o “esvaziamento da pátria”, e enfatizou a coerência do movimento operário que sempre se opôs a essas medidas.
O deputado nacional pelo Projeto Sul, Fernando “Pino” Solanas celebrou a decisão de expropriar 51% das ações de YPF e considerou que “hoje é um dia transcendente para todos os argentinos”. Solanas considerou que “os governantes que modificam as políticas erradas não se debilitam, mas sim o contrário, porque é um gesto de honestidade e de grandeza que será acompanhado por seu povo”.
Já a deputada nacional Victoria Donda, de Libres del Sur, aplaudiu a decisão do governo de passar [a YPF] para as mãos do Estado, e se mostrou partidária de que as autoridades nacionais “desenhem uma política para que essa ação tenha efeito correlato na vida das pessoas”. “Queremos que as pessoas voltem a ver a gasolina comum nos postos de combustíveis, uma vez que evidentemente a política de hidrocarbonetos não impacta só o bolso, mas também a inflação”, declarou a deputada Donda para a Telam.
Um comunicado da Corrente Nacional da Militância, por sua vez, qualificou a decisão da presidenta Cristina Fernández como um “duro golpe para as políticas neoliberais implementadas na Argentina desde a última ditadura militar”.
Os governadores das províncias petroleiras de Chubut, Santa Cruz, Rio Negro e Entre Rios apoiaram o anúncio da presidenta Cristina Fernández de Kirchner de expropriar 51% das ações da YPF e destacaram o papel que isso outorga às províncias em seu próprio desenvolvimento.
O governador de Chubut, Martín Buzzi, agradeceu à presidenta da Nação “pelo fato de dar às províncias produtoras de hidrocarbonetos a condição de detentoras de 49% desse 51% que o Estado possui”, referindo-se ao projeto de expropriação de YPF.
“É um enorme prazer este reconhecimento às províncias produtoras de hidrocarbonetos”, o que permite recuperar a ação estratégica por parte do Estado, decidir de maneira autônoma e convocar outros investidores, operadores e valorizar o solo dos argentinos, que tem enormes possibilidades. “Pedimos ao conjunto de deputados e senadores a aprovação desta lei, que é tão importante para todos”, acrescentou.
O governador de Santa Cruz, Daniel Peralta, pronunciou-se a favor de que a YPF esteja “a serviço da produção e do trabalho e não da especulação financeira” a assegurou: “Não queremos que a YPF se destrua, queremos valorizá-la e colocá-la a serviço do país”. Além disso, disse que está garantido que se sustentará a “cadeia de pagamentos e, absolutamente, as fontes de trabalho”.
O economista Eduardo Curia, por sua vez, se mostrou “de acordo” com a decisão presidencial, observando que “a gestão da Repsol na YPF não dava mais para aguentar”. “Parece-me correta a tentativa de recuperação, de afirmação e controle estatal da YPF. Agora haverá um controle estatal, emendou Curia.
O economista avaliou que, a partir desta decisão, o governo poderá “aplicar uma estratégia diferencial de preços dos combustíveis que favoreçam o mercado interno”. E considerou que poderá fazer isso “de maneira que não prejudique o rendimento da empresa e pensando nas necessidades do país”.
Ministro De Vido assumiu como interventor na YPF
Na tarde de segunda-feira, seguindo o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), firmado pela presidenta, o governo designou o ministro do Planejamento, Julio De Vido, como interventor da companhia petroleira, e o vice-ministro da Economia, Alex Kicillof, como assessor em temas econômicos e financeiros de gestão.
O Decreto de Necessidade e Urgência estabelece “a intervenção transitória na YPF S.A. por um prazo de 30 dias com o objetivo de assegurar a continuidade da empresa, a preservação de seus ativos e de seu patrimônio, o abastecimento de combustíveis e de garantir o atendimento das necessidades do país”.
Tradução: Katarina Peixoto
Fonte: Carta Maior
terça-feira, 27 de março de 2012
Fernando Henrique visita Lula
Foto:Ricardo Stuckert/Instituto Lula
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| Lula recebe visita de Fernando Henrique |
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na manhã desta terça-feira(27), a visita do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O encontro aconteceu às 11h no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde os dois conversaram por cerca de 50 minutos.
O ex-presidente Lula estava no hospital para uma sessão de fonoaudiologia e após o encontro, retornou a sua residência em São Bernardo do Campo.
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Niterói: Prefeitura desperdiça 2016
Este vídeo promocional feito para a campanha Rio 2016 traz um conjunto de imagens embalado pela bela canção Cidade Maravilhosa,no entanto, se olharmos atentamente, veremos que as imagens exibidas ultrapassam os limites geográficos da capital fluminense, oferecendo e divulgando as belas paisagens de Niterói.
Uma publicidade que poderia ser aproveitada pelas autoridades locais em projetos capazes de potencializar o turismo e atrair investimentos para o município, não só com a Rio 2016 mas com a realização da Copa de 2014. Infelizmente, pelas informações disponíveis, parece que o governo municipal vai desperdiçar mais esta oportunidade.
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segunda-feira, 19 de março de 2012
Painel surpreende frequentadores no Campo de São Bento
Um imenso painel está sendo montado pela Prefeitura de Niterói na quadra de patinação do Campo de São Bento, a instalação causou surpresa entre os frequentadores do parque, além de reclamações sobre a falta de informações sobre a iniciativa do poder público municipal.
O painel ocupa toda a extensão do lado esquerdo da quadra e apresenta de um lado, a reprodução de casarios e sobrados niteroienses, de outro, informações sobre os próximos eventos e atividades culturais da cidade.
Um pergunta: a lei municipal que dispõe sobre o tombamento do Campo de São Bento permite tais intervenções sem que haja consulta prévia ao Conselho Municipal de Patrimônio ou ao Conselho Municipal de Cultura?
Atualização: O painel no Campo de São Bento é parte das homenagens que a prefeitura e a Imprensa Oficial do Estado prestam ao centenário do jornalista Luis Antônio Pimentel.
Segue a programação:
Atualização: O painel no Campo de São Bento é parte das homenagens que a prefeitura e a Imprensa Oficial do Estado prestam ao centenário do jornalista Luis Antônio Pimentel.
Segue a programação:
24 sábado
A cidade de Miracema homenageia Pimentel
10h/ Gratuito
Banda Sete de Setembro
Academia do Choro
A Sociedade Musical Sete de Setembro, mais conhecida como Banda Sete, foi fundada em 07 de setembro de 1898, tendo 113 anos de existência. Hoje goza de uma grande quantidade de músicos, principalmente jovens, pois a Sociedade tem como principal objetivo manter uma corporação musical, o ensino e a divulgação da arte musical. Participa de diversos Encontros de Bandas pelo estado do Rio de Janeiro, apresenta-se em diversas festividades da comunidade.
Criado em 2007 o grupo “Academia do Choro” é um dos poucos grupos musicais do gênero na região do noroeste fluminense.
Alem de tocar os grandes nomes do choro como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga, Waldir Azevedo, Ernesto Nazareth entre outros, o grupo se destaca por incluir no seu repertório composições próprias.
Campo de São Bento
Rua Gavião Peixoto, s/n - Icaraí
25 domingo
Seresta e Recital de poesia
18h/ Gratuito
Campo de São Bento Coreto
Rua Gavião Peixoto s/n- Icaraí
26 a 28 segunda/ terça e quarta
Niterói Antigo
17h às 20h
Exposição de Fotos
Campo de São Bento- Coreto
Rua Gavião Peixoto s/n- Icaraí
29 QUINTA-FEIRA
19h / Gratuito
Lançamento das edições comemorativas do centenário de Luís Antônio Pimentel, organizada por Carlos Mônaco e Aníbal Bragança, Eles nasceram em Niterói (3ª edição revista e ampliada) e a 5ª edição de Topônimos Tupis de Niterói, reunidos em um único volume.
Concerto da Banda Municipal Santa Cecília
Campo de São Bento- Coreto
Rua Gavião Peixoto, s/n Icaraí
Luís Antônio Pimentel
Poeta, professor, jornalista e memorialista brasileiro, nasceu em Miracema, em 29 de março de1912. É membro da Academia Fluminense de Letras – AFL (Academia Niteroiense de Letras) e presidente de honra no Grupo Monaco de Cultura.
Tendo sido aluno bolsista em intercâmbio no Japão, residiu lá entre os anos de 1937-1942, familiarizando-se com o haicai ao ter contato com autoridades como Hagiwara Sakutarô e Takamura Kôtarô. Pimentel tem sua poesia traduzida para o inglês, o alemão, o francês, o espanhol e o sueco.
Pimentel é um dos precursores do haicai no Brasil, responsável pela divulgação deste estilo de poesia ao lado de Olga Savary e Helena Kolody. Tem parte na cunhagem definitiva do termo haicai em língua portuguesa quando, estudante da faculdade de filosofia da Universidade do Brasil, encaminhou a Aurélio Buarque de Holanda, por intermédio do gramático Celso Cunha, o pedido de dicionarização, evitando que o termo se dispersasse em outras transliterações como hai-cai, hai-kai, haikai, haiku, hai-ku e hokku. Com seu livro Namida no Kito, obra escrita em português no japão e traduzida para o japonês no ano de 1940, Pimentel se tornou o primeiro autor brasileiro traduzido para o japonês que se tem notícia.
O autor reconhece ter se permitido inovar o haicai ao tratar de temas tropicais, criando também o haicai erótico, o engajado politicamente e o étnico. Contudo, estas pequenas transgressões não corrompem o cânon estético inaugurado por Matsuô Bashô como a rigorosa métrica e a exigência da indicação da estação do ano (Kigo) e dos fenômenos da natureza.
Sua vasta obra literária, conta com livros como: Contos do velho Nipon (1940), Tankas e haicais (1953), Cem haicais eróticos e um soneto de amor nipônico (2004). E se encontra reunida em três volumes publicados pela editora Niterói Livros, que contém o texto integral de Tankas e haicais, tal como coordenada pelo professor Nelson Eckhardt em 1953.
A obra reunida, em acurada edição crítica de três volumes, conta também com poesias compiladas inéditas até 2004, data desta edição e versões para diversas línguas, entre elas o japonês, na tradução de Yonekura Teruo.
Além da primeira biografia, assinada por Alaôr Eduardo Scisínio, a obra do poeta recebeu diversos estudos, como o escrito pelo filósofo brasileiro R.S. Kahlmeyer-Mertens, que nos últimos anos vem dedicando trabalhos sobre a produção de haicais do poeta, destacando o relevo do pensamento de Pimentel para a contemporaneidade.
Fonte: PMN
quinta-feira, 15 de março de 2012
TVs Legislativas estão chegando
Uma boa notícia para os que os que desejam acompanhar as atividades nas casas legislativas : os presidentes da Câmara e do Senado assinaram hoje, acordo de cooperação para a implantação de TV digital nos estados.
A partir de agora, será possível assistir a TV Alerj em sinal digital aberto. Uma iniciativa que amplia os canais de comunicação do poder público com a sociedade, fornecendo valiosos instrumentos para a observação cotidiana do legislativo.
Leia a seguir, a matéria completa da Agência Câmara de Notícias.
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| Sarney e Marco Maia na assinatura do acordo. Foto: Jonas Pereira |
Câmara e Senado firmam parceria para implantação de TV digital nos estados
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Sarney e Marco Maia na assinatura do acordo. Foto: Jonas Pereira
Acordo prevê a transmissão simultânea, em sinal aberto e gratuito, da programação da TV Câmara e da TV Senado em 22 capitais.
O presidente da Câmara, Marco Maia, e o presidente do Senado, José Sarney, assinaram nesta quinta-feira (15) acordo de cooperação para implantar canais digitais abertos e gratuitos da TV Câmara e da TV Senado nos estados. O documento prevê o compartilhamento dos transmissores digitais instalados, o que reduzirá os custos de expansão do sinal das emissoras.
Senado/ Jonas Pereira
Sarney (E) e Marco Maia assinam parceria para expansão dos canais digitais.
Segundo Marco Maia, a ampliação do sinal faz cumprir a missão de informar o cidadão sobre os temas discutidos no Parlamento. “A política é responsável pelas principais decisões que alteram o dia a dia e o cotidiano da vida do nosso povo.”
Sarney, por sua vez, disse que as duas emissoras vão dar preferência às parcerias com as assembleias legislativas. "Estamos estendendo ao território brasileiro, a todos os cidadãos do País, a possibilidade de acesso à nossa televisão, agora em uma tecnologia muito mais avançada, que é a digital, e ao mesmo tempo tendo a internet com vários canais à disposição."
A cerimônia de assinatura ocorreu no gabinete da Presidência do Senado.
Transmissão simultânea
Na primeira etapa de vigência do acordo, que vai até 2013, a Câmara se compromete a implantar o sinal de sua TV em 11 capitais; e o Senado, em outras 11. O acordo estabelece que os canais instalados por uma das Casas legislativas vão ceder à outra Casa, sem ônus, uma faixa de programação (subcanal). Isso permitirá a transmissão simultânea (em um mesmo canal) da programação da TV Câmara e da TV Senado nas 22 capitais.
A TV Câmara instalará estações em São Paulo (já em operação), Porto Alegre, Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador, Florianópolis, Cuiabá, Vitória, Palmas, Goiânia e Recife. Já a TV Senado implantará estações em Belém, São Luís, João Pessoa, Maceió, Campo Grande, Rio de Janeiro, Curitiba, Macapá, Manaus, Boa Vista e Teresina.
Os canais digitais serão implantados por meio de convênios com as assembleias legislativas e formarão a Rede Legislativa de TV Digital. As emissoras das assembleias estaduais também receberão um subcanal – a tecnologia da TV digital permite transmitir até quatro subcanais, ou programações diferentes, em um mesmo canal.
Novos canais
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, autorizou na quarta-feira (14) a operação de 59 novos canais digitais pela TV Câmara.
A implantação dos novos canais seguirá o seguinte cronograma:
- Ribeirão Preto, Barretos e Jaú: março de 2012;
- Porto Alegre, Fortaleza e Belo Horizonte: abril de 2012;
- Palmas, Goiânia, Cuiabá e Vitória: agosto de 2012.
Também no primeiro semestre, está prevista a inauguração de operações da TV em Lavras, Sete Lagoas, Pouso Alegre, Jacareí, Bauru, São Carlos, Tupã, Campinas e Ourinhos.
Ainda em março, deverão ser assinados acordos de cooperação técnica com as câmaras municipais das seguintes cidades mineiras: Divinópolis, Montes Claros, Uberlândia e Uberaba.
A TV Câmara também terá parceria com os seguintes municípios paulistas: Santos, Guarujá, Valinhos, Sorocaba, Presidente Prudente, Americana, Araras, Bragança Paulista, Atibaia, Votorantim, Franca, Araraquara, Limeira, São José do Rio Preto, São Carlos, Praia Grande, Piracicaba, Penápolis, Mogi das Cruzes, Jundiaí, Itu, Cubatão, Marília, Caraguatatuba, Botucatu e Assis.
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